Geração distribuída: o que é, como funciona e como pedir acesso na distribuidora
- Gabriel Gandra
- 20 de out. de 2025
- 2 min de leitura
A geração distribuída permite que clientes instalem geradores de pequeno e médio porte (até 5 MW) com fontes renováveis, como solar fotovoltaica, eólica ou hídrica, para consumo próprio. Na prática, o imóvel passa a produzir parte (ou quase toda) da energia que usa, e o excedente vira créditos para abater a conta de luz.

Como funciona:
De dia, os painéis (ex.: carport solar) geram energia para o imóvel. Se produzir mais do que consome, o excedente é injetado na rede da distribuidora e vira créditos. À noite ou em dias nublados, você usa a rede e desconta esses créditos na fatura. Os créditos têm validade de até 60 meses (conforme regras vigentes).
Como instalar um sistema em geração distribuída:
Contrate uma empresa especializada: ela dimensiona e projeta o sistema de acordo com suas necessidades e com as normas técnicas (elétrica e estrutural), emite ART e reúne a documentação.
Solicite acesso na sua distribuidora: com o projeto pronto, protocole a Solicitação de Acesso no portal da distribuidora (Enel, Neoenergia, Equatorial, CPFL, Cemig, etc.). Você enviará documentos técnicos do sistema (módulos, inversores, proteções, diagrama unifilar) e dados da unidade consumidora.
Parecer de Acesso e Instalação:
Se a documentação estiver correta e houver viabilidade de conexão, a distribuidora emite o Parecer de Acesso, que indica os requisitos técnicos de integração, possíveis custos de adequação na rede e contratos a firmar e prazos para obras e ligação.
Após cumprir os requisitos do parecer, a empresa executa a obra, faz o comissionamento e solicita a vistoria. A distribuidora instala/ajusta o medidor bidirecional e libera a compensação de créditos.
Existem taxas para conectar à rede?
Em geral, não há taxa específica de conexão. O cliente paga somente a chamada participação financeira se forem necessárias obras na rede da distribuidora para viabilizar a conexão (quando aplicável).
A conta pode zerar? Mesmo produzindo toda a energia do mês, permanece o custo de disponibilidade (valor mínimo cobrado pela distribuidora para manter o fornecimento à disposição). Em baixa tensão, varia por monofásico, bifásico ou trifásico; em média/alta tensão, segue demanda contratada.
Como a conta de energia é calculada:
A distribuidora mede o consumo e a energia injetada.
Se o consumo > injeção, o excedente consumido é cobrado.
Se o consumo < injeção, você acumula créditos para abater nos meses seguintes (validade típica: até 60 meses).
Todas as informações vêm discriminadas na própria fatura e no portal do cliente da distribuidora.
Posso compartilhar energia com outros imóveis?
Sim, nas modalidades previstas em regulamentação:
Geração compartilhada | Autoconsumo remoto |
Consumidores se reúnem (cooperativa/consórcio) na mesma área de concessão para dividir a energia e os créditos. | O titular gera em um endereço e abate em outra unidade do mesmo CPF/CNPJ dentro da mesma área de concessão. |
FAQ
Preciso contratar uma empresa especializada?
É o mais indicado: o projeto técnico, a documentação e o processo de acesso exigem engenharia e atendimento às normas.
O que é o Parecer de Acesso?
Documento oficial da distribuidora com requisitos, possíveis custos de adequação, contratos e prazos para conectar seu sistema.
Pago alguma taxa mensal mesmo gerando tudo?
Sim, o custo de disponibilidade (ou, em média/alta tensão, a demanda contratada).
Posso usar créditos em outro imóvel?
Sim, via autoconsumo remoto (mesmo titular) ou geração compartilhada (cooperativa/consórcio) dentro da mesma área de concessão.



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